A produção Apex traz Charlize Theron no papel de Sasha, uma mulher que enfrenta perigos na dura paisagem australiana. Sob a direção de Baltasar Kormákur, a trama começa com uma tragédia: Sasha e seu esposo, Tommy, vivido por Eric Bana, estão em uma área montanhosa quando ele acaba morrendo. Cerca de cinco meses depois, a protagonista busca honrar a memória do marido, navegando pelos desafios de um parque nacional fictício chamado Wandarra.
O elenco ainda conta com Aaron Pedersen interpretando um personagem que alerta sobre os riscos no local, enquanto Taron Egerton aparece como Ben, um morador inicial amistoso que se mostra uma ameaça crescente. Ainda que a ambientação australiana se destaque pela iluminação natural intensa e vibrante, remetendo a comerciais de refrigerante, a história segue um modelo previsível típico de filmes de sobrevivência, sem aprofundar a flora e fauna regional.
Apesar de um roteiro que mantém a ação mais contida durante a primeira hora e leva quase 80 minutos para acelerar, Charlize Theron entrega uma performance firme, mesmo que o papel não exija grande complexidade da atriz. O enredo traz um ponto de virada inesperado, contudo não foge dos clichês do gênero, apresentando diálogos que se apoiam em estereótipos dos moradores locais e falhando em construir uma identidade própria para o cenário australiano, reduzido a um plano de fundo luminoso sem maiores desenvolvimentos.
Vale destacar que a condução do personagem de Egerton inclui o domínio do sotaque regional, dando um toque de autenticidade. O longa é distribuído pela Netflix e investe em imagens externas, explorando a luz do dia para compor seus cenários. No conjunto, Apex é um thriller de ação que privilegia a estética e o enfrentamento entre os protagonistas, mas carece de emoção e inovação na sua narrativa.









