Desde seu lançamento em março de 2026, War Machine conquistou um espaço significativo no catálogo da Netflix, acumulando cerca de 139 milhões de visualizações e figurando entre os maiores sucessos originais da plataforma. A trama gira em torno de um grupo de Rangers do Exército dos EUA passando por um rigoroso treinamento que se transforma numa batalha pela sobrevivência diante de uma ameaça alienígena. O elenco conta com nomes como Alan Ritchson, que deve retornar na sequência, além de Dennis Quaid, Stephan James, Jai Courtney, e outros. Responsável pela direção, Patrick Hughes, conhecido por títulos como O Protetor e Os Mercenários 3, volta a comandar essa ambiciosa produção.
A crítica especializada, como a do site Bloody Disgusting, reconheceu o filme pela grandiosidade do antagonista extraterrestre, mas apontou que o longa acaba ficando excessivamente sério, o que diminui seu apelo narrativo. Enquanto a continuação se prepara para explorar ainda mais esse universo, outro filme chama atenção no gênero terror: Hokum, oriundo da Irlanda.
Hokum centra-se em um escritor perturbado que chega a um antigo hotel para espalhar as cinzas dos pais falecidos, e o cenário principal remete claramente ao real Ballygally Castle Hotel, local renomado por suas histórias de assassinatos e aparições sobrenaturais. A narrativa inclui uma versão adaptada da lenda da Cailleach, uma entidade da mitologia gaélica ligada às forças do inverno e tempestades, que no filme aparece como uma figura sombria com características de bruxa, capaz de sequestrar crianças. Um detalhe visual criado pelo diretor Damian McCarthy é o uso do giz como proteção contra essas entidades, inspirado nos tradicionais círculos de magia apotropaica.
McCarthy mantém uma linha temática em suas obras ao explorar personagens femininas afetadas por traições ou abusos de homens aparentemente confiáveis. No lançamento digital, com previsão de edição física para agosto de 2026, Apple TV+ ou outras plataformas digitais exibem o filme que mescla folclore irlandês e traumas pessoais de forma profunda. A revelação final transforma a perspectiva da trama, classificando a visão do protagonista como uma ilusão — um verdadeiro “hokum”. Além disso, críticos enfatizam que os conflitos gerados pelos antagonistas humanos trazem um peso maior à história, superando o medo provocado pela presença sobrenatural.
A mitologia tradicional da Cailleach, evocada nas terras da Península de Beara, está ligada à poesia ancestral e rituais de fertilidade, fontes essenciais para o roteiro do filme. Assim, o longa não se limita ao terror convencional, mas aprofunda o drama por meio de uma riqueza folclórica única, contribuindo para o fortalecimento da cultura irlandesa no gênero de horror contemporâneo.









