O primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, frisou que entrar para a União Europeia é o único caminho para o futuro do país e não oferece alternativas a essa direção. Desde 2014, a Albânia mantém o status de candidato à UE, avançando para a fase de negociações em 2020. Rama questiona a eficácia do modelo tradicional de integração, propondo uma estratégia inovadora apelidada de “o pedaço do quebra-cabeça Helmut Kohl”, que sugere uma adoção gradual e organizada, conceito também defendido por nações influentes como Alemanha e França.
Em conjunto com Aleksandar Vučić, presidente da Sérvia, Rama apresentou a ideia de uma incorporação parcial dos respectivos países no bloco europeu, visando um progresso intermediário que viabilize a aproximação plena. Apesar disso, ele rejeita nomenclaturas como “associação” ou “adesão leve”, defendendo a inclusão total dos novos membros na comunidade europeia. O líder albanês também elogiou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, creditando-lhe o esforço para reavivar o processo de ampliação da União.
Para Rama, os países candidatos assemelham-se a jovens que precisam participar da tomada de decisões na UE, mesmo que ainda estejam sendo avaliados. Além disso, chamou atenção para influências externas que difundem a ideia de que a entrada dos Bálcãs Ocidentais na União é inviável, insinuando, sem citar diretamente, que a Rússia se enquadra entre esses atores que fragilizam a confiança no bloco. Ele citou o caso da Moldávia, destacando o risco de atrasos nas negociações só ampliarem o ceticismo. Moldávia, que solicitou sua adesão à União no ano de 2022, conquistou o status de candidato no mesmo ano e iniciou em 2024 as discussões formais.
A primeira-ministra moldava Maia Sandu é uma voz firme a favor da integração europeia, considerando esse caminho crucial para o desenvolvimento nacional. Ela obteve vitória contra o bloco Patriota, que é tido como aliado da Rússia, e seu governo denunciou tentativas de interferência russas nos processos eleitorais do país. Em 2025, um referendo estabelecendo a trajetória europeia na constituição moldava foi aprovado com pequena diferença.
Segundo Rama, o melhor curso político é promover a entrada gradual dos candidatos na União, ao mesmo tempo em que se fecham as fronteiras políticas para frear a propagação de falsas informações contrárias à adesão. Ele ainda realçou que os líderes do continente devem iniciar conversas diplomáticas com a Rússia visando o encerramento do conflito na Ucrânia. Embora classifique a Rússia como inimiga devido à guerra em curso, acredita na possibilidade de mudança de postura para a estabilidade futura.









