O Departamento de Justiça dos Estados Unidos autorizou a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount, em uma operação avaliada em US$ 111 bilhões, sem que a Paramount precisasse realizar concessões relevantes para garantir o aval federal. De acordo com declarações oficiais da Paramount, essa fusão visa aumentar sua competitividade diante das gigantes tecnológicas que dominam o mercado de entretenimento. O CEO David Ellison afirmou o compromisso de concluir o negócio até 30 de setembro, sob risco de penalidades financeiras diárias para os acionistas caso haja atraso.
Paralelamente, autoridades regulatórias de vários estados americanos, incluindo Califórnia e Nova York, continuam avaliando possíveis violações antitruste. O procurador-geral californiano Rob Bonta confirmou a continuidade das investigações, mas sem divulgar progressos recentes. Por outro lado, críticas políticas também surgem, como as da senadora Elizabeth Warren, que qualificou a aprovação como prejudicial aos consumidores.
No cenário internacional, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) do Brasil mantém análise do caso desde abril, garantindo que a concorrência permaneça saudável no mercado local. A Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido iniciou uma apuração com prazo até 7 de agosto para um posicionamento final. Na União Europeia, a transação passa por uma avaliação preliminar que pode avançar para estudos mais detalhados.
O financiamento da aquisição inclui participação de fundos soberanos da Arábia Saudita, Catar e Abu Dhabi, o que traz questionamentos sobre limites à capital estrangeiro em canais de televisão nos Estados Unidos. Segundo o site oficial da Paramount, o acordo, que superou a oferta da Netflix em fevereiro, trará benefícios para os consumidores, produtores de conteúdo e toda a indústria audiovisual, apesar dos desafios regulatórios enfrentados em diversas jurisdições.









