Na manhã de domingo, um navio tanque russo chamado Smyrtos foi abordado no Estreito de Dover por comandos do Royal Marines e agentes da Agência Nacional do Crime do Reino Unido. A operação, que durou cerca de seis horas, contou com o suporte aéreo dos helicópteros Chinook, Merlin e Wildcat, além do avião P-8 da Royal Air Force e dos navios HMS Sutherland e HMS Ledbury.
Essa embarcação está ligada à chamada frota sombra russa, um conjunto de navios que utiliza registros de conveniência e estruturas empresariais complexas para escapar das sanções impostas ao setor petrolífero da Rússia. Segundo a Diretoria Principal de Inteligência da Ucrânia, o Smyrtos atua no porto de Kozmino desde março de 2025, movimentando derivados do petróleo.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, ressaltou que essa frota é usada como ferramenta de guerra e que a captura de cada navio impacta diretamente os recursos financeiros do Kremlin. Após a ação, o navio foi direcionado para ancoragem na costa sul do Reino Unido, onde está sob vigilância para evitar riscos ambientais e de segurança.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, destacou que esta operação representa um duro golpe contra a Rússia e reforça a determinação do Reino Unido em dificultar o financiamento do conflito na Ucrânia. Starmer compartilhou imagens que mostram o momento da abordagem, enquanto o secretário de Defesa Dan Jarvis elogiou a atuação das forças e enfatizou que barrar essa frota sombra enfraquece a máquina de guerra russa.
A ação do Reino Unido aconteceu em áreas internacionais do Canal da Mancha, uma rota vital para o comércio marítimo. Ela faz parte de um esforço contínuo para impedir que embarcações que violam sanções atuem livremente. As autoridades britânicas mantêm a operação em coordenação com órgãos de segurança e defesa para garantir sua legalidade e eficiência, reafirmando o compromisso em limitar a circulação de recursos que sustentam a guerra.
Para mais informações oficiais, consulte o site da Ministério da Defesa do Reino Unido e a Agência Nacional do Crime britânica.









