Steven Spielberg tem se mantido firme em sua preferência pelo cinema tradicional, mesmo diante da crescente força das plataformas digitais. No início de 2024, em entrevista à ITV, o cineasta deixou claro que não pretende direcionar suas futuras produções exclusivamente para serviços como a Netflix, considerando que filmes feitos só para telas domésticas perdem parte da experiência que ele valoriza, especialmente quando projetados em 70 mm nas salas de exibição.
Embora tenha colaborado com plataformas de streaming – dirigindo a minissérie de guerra “Mestres do Ar”, voltada para o público da televisão, e produzindo o longa “Greyhound”, com Tom Hanks, lançado na Apple TV+ –, Spielberg reforça que sua prioridade é a exibição no cinema. O recente lançamento de “Dia da Revelação”, que faturou 44,5 milhões de dólares na estreia nos EUA, evidenciou o potencial comercial dos projetos quando exibidos nas salas, ultrapassando recordes anteriores do diretor, incluindo seu sucesso “Jogador Nº 1”.
Em eventos recentes, como a Cinema-Con de abril, líderes do streaming, como Ted Sarandos da Netflix, discutiram novas estratégias para ampliar a presença de seus títulos nas telonas, já que algumas produções tiveram lançamento inicial online, como “Caçadores Demônio KPop”, com desempenho destacado no mercado. Porém, Spielberg permanece cauteloso e não demonstra intenção de mudar sua visão, ressaltando em suas declarações que fazer filmes para serem vistos exclusivamente em casa seria como “enviar DVDs”, uma prática desatualizada que não condiz com a grandiosidade de suas obras.
Segundo o site oficial da Sony Pictures, o entendimento do cineasta veterano premiado com o Oscar reforça o debate sobre o papel das salas de cinema frente ao streaming e influencia diretamente as decisões das distribuidoras em um cenário cada vez mais competitivo.







