Em 2024, a decisão de restringir a transmissão da final da Liga dos Campeões exclusivamente para plataformas pagas marca uma mudança histórica no Reino Unido. Pela primeira vez desde a temporada 1992/1993, o confronto entre Arsenal e Paris Saint-Germain não será exibido em canais abertos, passando a ser exclusivo para assinantes da TNT Sports, serviço da Warner Bros. Discovery, e da plataforma de streaming HBO Max.
Anteriormente, essa partida podia ser acompanhada gratuitamente via aplicativos, Discovery+ e canais como o YouTube. O intuito principal dessa mudança é impulsionar a base de assinantes da recém-lançada HBO Max no mercado britânico. A presença de três clubes da Inglaterra nas decisões mais importantes do futebol europeu nesta temporada — Arsenal, Aston Villa e Crystal Palace — também aumenta as expectativas por um crescimento no número de usuários desse serviço pago.
Os direitos da Liga dos Campeões estão sob contrato da TNT Sports até 2027, com a Paramount+ assumindo a maior parte das transmissões do torneio após esse período. A Amazon garantirá a exclusividade para os jogos que acontecem às terças-feiras, enquanto a Sky Sports ficará responsável pelas demais competições continentais de clubes, como a Liga Europa e a Liga Conferência.
É curioso lembrar que entre 1993 e 2015 a ITV apresentava a final no sinal aberto, e mesmo entre 2016 e 2019 o BT Sport Showcase oferecia acesso livre antes de sair do ar. Desde 2019, as partidas definidoras passaram a ser exclusivas de plataformas pagas, fenômeno que vem gerando preocupações na UEFA sobre a visibilidade do campeonato em regiões estratégicas como o Reino Unido. Apesar de não haver obrigação legal, o contrato firmado prevê esforços para manter algum nível de exibição gratuita, o que tem se tornado cada vez mais difícil diante da busca por valores elevados por parte das emissoras e serviços de streaming.
Esse movimento não é exclusivo do Reino Unido, com países como Suíça e Irlanda também experimentando uma redução das transmissões em canais abertos, refletindo um cenário europeu mais amplo em que o futebol de elite cada vez mais reside em plataformas pagas e assinaturas.









