O engenheiro de som Marcos Abreu faleceu aos 64 anos em Porto Alegre, no dia 3 de junho de 2026. Nascido em Porto Lucena e criado em Bom Jesus, região da Serra, ele conquistou destaque por sua especialização em engenharia eletrônica e acústica, além de uma carreira marcante dedicada à sonorização musical no Rio Grande do Sul e no Brasil.
Abreu trabalhou como engenheiro de masterização em renomadas gravadoras como Sony, EMI, Warner e ACIT, assinando mais de seis mil discos de artistas gaúchos de destaque como Renato Borghetti, Nei Lisboa, Vitor Ramil e Bebeto Alves. Sua expertise estendeu-se também a bandas influentes como Fresno, TNT, Cachorro Grande, Nenhum de Nós, Papas da Língua e Graforreia Xilarmônica.
Além da produção musical, Marcos Abreu desenvolveu projetos para importantes espaços culturais, incluindo a Casa da Ospa, o Theatro São Pedro e o Teatro Unisinos, além de contribuir para estúdios da Rádio Gaúcha. Sua infância foi marcada pelo contato com o grupo Os Serranos, vizinhos que estimularam seu interesse pela música desde cedo. Formado na Inglaterra, também se especializou em restauração de áudio, atuando em valiosos acervos da música clássica e popular.
Reconhecido pela qualidade e inovação do seu trabalho, recebeu o Troféu Açorianos em 2000, com uma homenagem especial ao conjunto de sua obra musical. Nos últimos meses, vinha enfrentando um câncer de pulmão, estando hospitalizado no Hospital Ernesto Dornelles, em Porto Alegre. Seu velório ocorreu no dia 4 de junho, no Angelus Memorial e Crematório, local onde foi realizada a cerimônia de despedida no mesmo dia.









