A Netflix implementou recentemente uma nova exigência que obriga cada perfil associado a uma mesma conta a possuir um endereço de e-mail exclusivo. Essa atualização, em ação desde aproximadamente quinze dias, tem o objetivo de aprimorar o processo de login e garantir sugestões mais alinhadas ao uso individual do assinante. Diversos usuários vêm sendo notificados por meio de alertas que solicitam a vinculação de e-mails pessoais para manter o acesso aos perfis.
Desde 2022, a plataforma vem adotando medidas para restringir o compartilhamento de senha, determinando que os usuários que utilizam a conta devem residir no mesmo endereço. Caso contrário, seria necessário um pagamento adicional para incluir outros usuários fora desse local. A Netflix monitora configurações como o IP, os identificadores dos dispositivos e o padrão de atividade nas contas para detectar o uso irregular entre diferentes lares, mecanismo que auxilia na contenção do compartilhamento não autorizado.
Embora solicite um e-mail único para cada perfil, a empresa ainda permite que essa exigência seja burlada por meio de variações em serviços gratuitos, como pequenas alterações em endereços de e-mails do Gmail ou o uso de contas temporárias. Essa funcionalidade, que inicialmente foi implementada nos Estados Unidos há três anos, chega agora ao público global com foco em melhor gerenciamento da experiência individual dos assinantes.
Paralelamente a essas mudanças na Netflix, na Austrália, a Amazon Prime Video enfrenta uma ação judicial movida pela Australian Competition and Consumer Commission (ACCC). A entidade acusa a empresa de incluir anúncios em sua plataforma mesmo para os clientes que pagam por assinaturas sem publicidade, além de usar cláusulas contratuais consideradas abusivas para sustentar essa prática.
Estima-se que entre novembro de 2023 e agosto de 2025, mais de um milhão de assinantes tenham sido impactados por essa questão, sem que tenham recebido qualquer tipo de reembolso. A situação chama atenção para o contraste entre as estratégias adotadas por Netflix e Amazon, evidenciando diferentes abordagens em relação ao controle de acessos e às formas de monetização dos serviços de streaming.









