No dia 30 de junho, a Netflix lança uma experiência inédita chamada Unhinged, que mescla elementos de cinema e videogame em uma narrativa envolvente e interativa. A trama acontece em tempo real e acompanha uma noite tensa marcada por uma forte tempestade e um apagão dentro de um prédio.
A atriz Zoë Kravitz dá vida à personagem Ava, que está isolada em seu apartamento durante um furacão de categoria 5. Enquanto isso, Claire, sua melhor amiga e única ligação com o exterior, é dublada por Sadie Sink. Troy Baker também integra o elenco, interpretando Ben, o síndico do edifício onde tudo ocorre.
O cenário da história é quase todo restrito às áreas internas do prédio, criando uma atmosfera de suspense crescente. A experiência é conduzida pelo celular do espectador, que funciona como controle central dessas interações, permitindo acompanhar os deslocamentos de Ava e tomar decisões que influenciam o desenrolar da trama.
Para acessar essa imersão, o público utiliza um QR code exibido na tela da TV que conecta o dispositivo móvel ao conteúdo interativo. O celular, além de vibrar e tocar em momentos específicos, reproduz sons sincronizados com ligações e mensagens recebidas pela protagonista, enquanto o áudio ambiente — incluindo o som da tempestade e ruídos do edifício — é transmitido pela televisão.
O título apresenta duas formas de jogar: o modo história, sem pressão de tempo para escolher, e o modo padrão, onde o usuário precisa agir rapidamente em situações críticas. Durante a trama, a escada do prédio está bloqueada, e mistérios sobre o destino dos vizinhos permanecem sem respostas, ampliando o clima de mistério.
Desenvolvido pelo Night School Studio, conhecido por Oxenfree, o projeto combina narrativa audiovisual e tensão crescente. A trilha sonora de Jason Hill, junto aos efeitos sonoros criados por Ren Klyce, elevam o suspense de forma precisa. A interatividade ainda permite o uso de uma lanterna como ferramenta para explorar os ambientes escuros e perturbadores do prédio.
A integração entre TV e celular é cuidadosamente orquestrada para aprofundar a imersão do público, fazendo do smartphone um elemento essencial da experiência, e não apenas um acessório. Essa proposta inovadora oferece uma forma diferente de contar histórias de terror, onde o espectador participa ativamente dos acontecimentos e decisões que moldam o destino dos personagens.









