Em fevereiro de 2026, a Netflix decidiu abandonar a tentativa de compra dos estúdios Warner Bros., o que intensificou o embate judicial entre a Paramount Skydance e a gigante do streaming. A Paramount saiu vitoriosa nessa disputa, que foi iniciada no final de 2025, resultando em uma batalha acirrada sobre a aquisição da Warner Bros. Discovery.
Segundo comunicado oficial da Paramount, a Netflix teria atuado de forma agressiva junto a órgãos reguladores e entidades sindicais, como a International Brotherhood of Teamsters, para dificultar o fechamento do acordo avaliado em US$ 111 bilhões. Em carta encaminhada ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos, onde o advogado-chefe da Paramount, Makan Delrahim, expressou preocupações, o grupo acusa a Netflix de tentar prejudicar o negócio por medo da concorrência que surgiria da união entre Skydance e Warner Bros. Discovery.
A atuação do Departamento de Justiça, responsável por garantir a livre concorrência e coibir práticas anticompetitivas, tem sido acompanhada de perto, já que o sindicato dos Teamsters pressiona para que a aprovação da fusão venha acompanhada de medidas que assegurem a manutenção do emprego e o incentivo à produção nacional. A Paramount também alega que a Netflix repetiu uma tática usada anteriormente contra a compra da 21st Century Fox pela Disney, tentando convencer sindicatos e outras instituições da suposta ameaça que a negociação representaria para empregos e a indústria audiovisual nos Estados Unidos.
Contudo, conforme declarou Delrahim, a narrativa conduzida pela Netflix sobre os efeitos negativos da aquisição da Fox está distante da realidade. Este conflito evidencia como as grandes corporações do entretenimento rivalizam para garantir domínio no mercado e moldar o futuro da produção audiovisual global.









