A Paramount Skydance está se preparando para alienar sua parceria na distribuição de filmes com a Universal Pictures, como forma de cumprir as exigências antitruste impostas pela União Europeia. A medida foi comunicada após encontro com os órgãos reguladores europeus responsáveis pela concorrência. Originalmente prevista para ser avaliada até 7 de julho, a análise preliminar da Comissão Europeia foi prorrogada para 21 de julho, garantindo mais tempo para avaliação detalhada das propostas.
Em fevereiro, cogitou-se a venda de canais menos expressivos no portfólio da Paramount, sobretudo marcas voltadas ao público infantil, mas essa alternativa foi descartada após avaliação dos reguladores europeus. A distribuição conjunta entre Paramount e Universal é considerada um dos principais pontos sensíveis para os exibidores de cinema do continente europeu. Além disso, a revisão do negócio passa pela aplicação do Regulamento da União Europeia sobre Subsídios Estrangeiros, uma vez que os recursos públicos do Oriente Médio — provenientes da Arábia Saudita, Abu Dhabi e Catar — deram suporte financeiro à oferta feita pela Paramount, conforme confirmado no site oficial da empresa.
Espera-se que a aprovação da Comissão Europeia, no que tange ao Regulamento sobre Subsídios, seja concedida sem imposição de restrições. Nos Estados Unidos, o Departamento de Justiça recentemente autorizou a operação, avalizando que a concentração não prejudica a competição nem os consumidores domésticos. Entretanto, iniciativas judiciais movidas por estados como Califórnia e Nova York já estão em fase de preparação, buscando impedir a consumação do acordo.
O montante estimado para a aquisição da Warner Bros. Discovery ultrapassa 110 bilhões de dólares. Até o momento, a Paramount não se pronunciou oficialmente sobre os trâmites regulatórios em curso. A negociação para a venda da joint venture de distribuição é vista como um mecanismo-chave para mitigar preocupações antimonopólio na Europa. A Comissão Europeia, por sua vez, ampliou em 10 dias úteis o prazo para considerar as novas propostas relacionadas a essa venda.
A cooperação estratégica entre as duas companhias na distribuição cinematográfica está no centro das discussões regulatórias, que abarcam tanto o mercado europeu quanto o norte-americano, dada a ampla repercussão da fusão. A presença de investidores como L’imad Holding e a Autoridade de Investimento do Catar adiciona uma camada de complexidade ao exame sob a lente das regras de subsídios. Enquanto as autoridades antitruste na Europa discriminam a joint venture de canais menores da Paramount, a aprovação norte-americana não impede as ações legais estaduais pendentes.
Na busca por viabilizar a conclusão da aquisição, a Paramount mantém o foco em soluções que conciliem as demandas concorrenciais impostas pelos órgãos regulatórios, promovendo ajustes que possam garantir o progresso do negócio sem comprometer a competição no setor.









