No último domingo, a Armênia realizou sua eleição geral, na qual o partido liderado pelo primeiro-ministro Nikol Pashinyan, Contrato Civil, conquistou aproximadamente 49,81% dos votos, conforme informado pela Comissão Central Eleitoral do país. Após a divulgação dos dados preliminares, Pashinyan declarou sua vitória e revelou a intenção de governar sem abrir espaço para alianças com outras legendas.
O segundo maior desempenho foi do bloco Forte Armênia, que alcançou 23,29% dos votos e é comandado por Samvel Karapetyan. Importante destacar que, apesar de sua liderança, Karapetyan está sob prisão domiciliar, acusado de conspirar contra o atual governo, alegação que ele refuta. Além desses dois grupos, outros três partidos também ultrapassaram a cláusula de barreira que exige ao menos 4% para alcançar representação no parlamento.
Entre os que asseguraram assentos, o partido Armênia atingiu 9,94%, enquanto a legenda Armênia Florescente se aproximou dos 4%. A participação nas urnas chegou a quase 60%, refletindo um envolvimento considerável da população neste pleito. O Forte Armênia defende uma política mais alinhada com a Rússia e critica a atual administração por provocar tensões com Moscou.
Em contrapartida, Pashinyan tem buscado direcionar a Armênia para uma nova rota geopolítica, apostando no distanciamento do Kremlin e fortalecendo os laços com a União Europeia. Essa vitória do primeiro-ministro é vista em diversas capitais europeias como um indicador da influência russa na região do Cáucaso do Sul, desafio que ganha maior destaque após os resultados.
Repercutindo fora das fronteiras armênias, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudou Pashinyan, destacando a importância da Revolução de Veludo de 2018 e seu impacto no desenvolvimento democrático do país. Já o presidente do Conselho Europeu, António Costa, ressaltou as perspectivas de cooperação entre a União Europeia e a Armênia em setores como energia, comércio e tecnologia.
O presidente francês Emmanuel Macron também se manifestou a favor do líder armênio, enfatizando que a vitória facilita o estreitamento dos vínculos entre a Armênia e a Europa. O governo de Pashinyan pretende avançar em mudanças profundas na política externa, privilegiando engajamentos com a União Europeia e ajustes estratégicos que possam moldar o futuro político e econômico do país.









