No último ano, o Canadá elevou seus gastos em defesa e segurança para mais de 65 bilhões de dólares, atingindo pela primeira vez desde o fim da Guerra Fria uma marca de 2% do PIB dedicada a essa área. Segundo o site oficial do governo canadense, essa expansão financeira é parte de um movimento estratégico para reforçar a indústria nacional e garantir maior autonomia na proteção do território.
Como parte dessas iniciativas, foi instituída a Agência de Investimento em Defesa junto à Estratégia Industrial de Defesa, com o propósito de fomentar o desenvolvimento tecnológico, assegurar a participação prioritária de fornecedores nacionais e tornar as aquisições governamentais mais transparentes e ágeis. Em paralelo, o país está avançando nas negociações para incorporar o GlobalEye, um sofisticado sistema aéreo de alerta precoce da fabricante sueca Saab, cuja implementação promete impulsionar cerca de 3 mil empregos especializados nos setores aeroespacial e de defesa.
Espera-se que, nos próximos 15 anos, um terço das unidades de GlobalEye seja montado em solo canadense, totalizando pelo menos 40 aeronaves produzidas com a contribuição de profissionais locais, inclusive para encomendas originadas pelos países aliados. Baseado no jato Bombardier Global 6500, fabricado no Canadá, esse sistema integra sensores avançados que permitem a detecção de ameaças a até 650 quilômetros de distância, compartilhando dados em tempo real com as Forças Armadas do Canadá (FAC), reforçando significativamente o monitoramento do Ártico e as operações conjuntas da NORAD e da OTAN.
Além da aquisição da aeronave, o governo implementa mudanças regulatórias para acelerar processos de aprovação e produção no setor, fortalecendo a capacidade industrial do país. Essas ações não apenas modernizam a defesa aérea do Canadá, como também promovem posições qualificadas nas áreas de ciência, engenharia e comércio, contribuindo para a soberania e a segurança do continente norte-americano.








