Em dezembro de 2009, em Nova York, foi apresentado ao público um projeto que visava revolucionar a forma como os videoclipes musicais eram consumidos na internet: a Vevo, cujo nome deriva da expressão “Video Evolution”. Sua criação nasceu da necessidade das gravadoras de retomarem o controle da distribuição digital diante das perdas financeiras causadas pela pirataria e pela proliferação desordenada do conteúdo online.
Antes disso, o YouTube já acumulava uma enorme quantidade de visualizações em videoclipes, mas sem oferecer um modelo que garantisse retorno financeiro às gravadoras. É importante lembrar que, em 2008, o Warner Music Group retirou todo seu acervo do YouTube, após tentativas frustradas de negociação para um acordo mais justo. Uma das figuras centrais para a fundação da Vevo foi Doug Morris, então CEO da Universal Music Group, que buscava uma nova maneira de monetizar vídeos musicais, inspirado pelo comportamento digital de seu neto ao assistir conteúdos financiados por publicidade.
O lançamento da plataforma foi marcado pela presença do vocalista Bono, que participou como convidado especial. A expectativa girava em torno da geração de receita a partir de anúncios nos videoclipes, oferecendo uma alternativa viável para a indústria da música em tempos de transformações rápidas. Contudo, menos de uma década depois, a Vevo viu seu protagonismo ser reduzido, com o mercado migrando para formatos de vídeos mais diversificados e outras plataformas ganhando espaço. Atualmente, a Vevo remete a uma fase nostálgica da evolução digital do consumo musical, segundo o site oficial da Vevo.









